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19 de março de 2012

Terapia com Mandalas

Publicado na Revista Guia Lotus, Ed. Março/2011

A palavra mandala origina-se do Sânscrito e significa centro ou circunferência. Pode ter a forma circular, quadrada, esférica ou oval, com elementos fundamentalmente organizados ao redor de um ponto inicial.

A representação da mandala pode ocorrer através de diversas manifestações,

como desenho, pintura, escultura ou até mesmo coreografia de dança. A composição expressa a capacidade de configurar e delimitar ao mesmo tempo um espaço sagrado e profano. É a vivência da expressão de complexos que transmutam do inconsciente para o plano concreto da auto-expressão.

Em decorrência dos extensos e profundos estudos desenvolvidos por C. G. Jung  na Psicologia Analítica, a mandala foi difundida como um refinado instrumento para análise terapêutica que, posteriormente, passou a integrar o contexto clínico.

Jung não foi o único e nem o primeiro a se apropriar desse milenar conhecimento, mas teve o mérito de difundi-lo. Revelou o seu potencial simbólico de reestruturação dos estados psíquicos e emocionais.

As representações circulares  sempre existiram em todas as culturas dos mais remotos tempos. Ocorre tanto no macrocosmo, quanto no microcosmo: tanto na explosão que teria dado origem ao universo, o Big Bang, quanto na fecundação do óvulo. Um comporta o outro e se retroalimentam.

Para os monges tibetanos, a mandala é importante para a simbolização da vida e a utilizam quando fazem suas práticas ritualísticas. É montada coletivamente com areias coloridas. A finalização pode levar semanas ou até meses. Como parte do ritual, ao final, a mandala é exposta ao vento, configurando, assim, a impermanência de tudo que existe no universo.

No continente europeu, as representações circulares mandálicas são utilizadas para ornamentar e santificar as igrejas. A Catedral de Notre-Dame de Paris é um desses exemplos históricos. Já na cultura indígena é comum encontrarmos essas representações circulares nas pinturas, nas rodas medicinais ou em escudos protetores. Simbolizam o universo, as transformações, o nascimento, o aprendizado e a morte.

Terapeuticamente é um excelente instrumento para treinar a mente a se centrar em algum conteúdo ou se dissociar de pensamentos intrusos. O processo criador de sua execução é tanto ou mais importante que o resultado final expresso no desenho.

Conforme o objetivo a ser atingido pelo processo terapêutico, é possível alcançar elevados estados alterados de consciência, proporcionar reflexões analíticas, contextualizar estruturas psíquicas, formatar sínteses emocionais, assim como auxiliar na reestruturação psíquica/emocional.

Para alcançar efeito terapêutico é preciso que a pessoa inicie a construção de uma mandala a partir de um ponto, o qual não necessariamente necessita estar no centro. Durante a execução, deve manter atitude ativa, sem deixar se envolver com expectativas estéticas. Dessa forma, a mandala encerra em si a função da busca de reorganizar uma estrutura equilibrada em torno do meio.

O efeito é evidentemente amplificado quando é antecedido de alguma vivência terapêutica, como relaxamento profundo, respiração holotrópica, respiração circular ou após a condução de técnica de renascimento.

Os resultados, nesse contexto, somente podem ocorrer dentro dos limites das fronteiras da consciência. É importante material de análise no setting terapêutico, pois desvela a estrutura interna por meio da simbologia.

A contemplação de uma mandala também possui efeitos que inspiram serenidade, o sentimento de que a vida reencontra sua ordem natural. Ela remete o espectador ao ciclo da vida. Inspira emoções e afetos através da forma, textura e cor.

Para se reconhecer através das mandalas é preciso dispor de uma escuta que vai se refinando com o tempo. A percepção e a maneira de olhar naturalmente modificam e ultrapassam as fases do desconhecido e da superfície da imagem concreta.

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