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22 de setembro de 2013

Meditação e Exercícios Físicos

Mudar o estilo de vida pode reverter o envelhecimento celular.

Pesquisa mostra que a adoção de uma dieta Vegetariana acompanhada de exercícios físicos e meditação pode fazer com que o DNA no interior da célula se recupere do desgaste acumulado ao longo do tempo 

cromossomos

Os telômeros são estruturas que existem nas pontas dos cromossomos e servem para impedir seu desgaste. Ao longo do tempo, no entanto, eles vão diminuindo de tamanho, contribuindo para o envelhecimento das células (Thinkstock)

Os pesquisadores sabem há bastante tempo que mudanças no estilo de vida — como a adoção de dietas e a prática de exercícios físicos — podem melhorar a saúde de um indivíduo, prevenindo problemas cardíacos e aumentando sua expectativa de vida. Uma pesquisa publicada na revista The Lancet Oncology nesta terça-feira mostra, pela primeira vez, que essas mesmas mudanças também podem impedir, e até reverter, o envelhecimento das próprias células do indivíduo — e do DNA em seu interior.

CONHEÇA A PESQUISA

                      Dados de amostragem: 35 homens diagnosticados com câncer de próstata de baixo risco. Dez deles foram selecionados para passar por um tratamento que demandava mudanças completas em seu estilo de vida, como a adoção de uma dieta vegetariana, um regime de exercícios físicos e a prática de meditação. Os outros 25 não receberam esse tipo de instrução.

Resultado:

Os pesquisadores analisaram os tamanhos dos telômeros no DNA dos indivíduos antes do tratamento e cinco anos após seu início. Nos indivíduos que mudaram de estilo de vida seu comprimento aumentou, em média, 10%. Já, entre aqueles que não passaram por nenhum tratamento, eles reduziram 3%

                     Os telômeros são estruturas de proteína localizados no final de cada cromossomo. Eles fornecem uma proteção semelhante à presente nas pontas dos cadarços. Eles costumam envolver as extremidades do DNA, ajudando a mantê-lo estável e impedindo seu desgaste. No entanto, conforme as células se dividem, os telômeros se tornam mais curtos e mais frágeis. Assim, com o passar do tempo, eles se tornam menos capazes de proteger os cromossomos e podem ser usados como uma espécie de indicador da idade das células.

                     Os pesquisadores já sabem que comprimentos menores dos telômeros estão associados a um risco maior de morte prematura e doenças relacionadas com a idade, incluindo muitas formas de câncer — como o de mama, próstata, pulmão e colorretal —, doenças cardiovasculares, demência, AVC, osteoporose e diabetes.

                     Em seu estudo, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, analisaram se mudanças no estilo de vida poderiam ter influência direta no próprio tamanho dos telômeros e não só na saúde geral do corpo. Para isso, analisaram o DNA de um pequeno grupo de homens diagnosticados com câncer de próstata de baixo risco, e que não tinham sido submetidos a tratamentos convencionais como cirurgia ou radioterapia.

Dez desses homens foram selecionados para passar por um tratamento que incluía uma mudança completa em seu estilo de vida, incluindo a adoção de uma dieta vegetariana, um regime de exercícios físicos moderados,  a prática de técnicas de gerenciamento de stress — como meditação e ioga — e uma maior proximidade com família e amigos. Outros 25 homens serviram como um grupo de controle, e não passaram por nenhum tipo de tratamento.

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TELÔMEROS
São as ‘tampas’ das extremidades do cromossomo, uma forma de proteção similar à presente nas pontas de um cadarço de tênis. Sempre que um cromossomo é replicado para a divisão celular, os telômeros encurtam. Esse encurtamento tem sido visto por diversos cientistas como um marcador biológico do envelhecimento, o relógio que marca a duração da vida de uma pessoa e sua condição de saúde.

Os cientistas mediram o comprimento dos telômeros de todos os participantes antes do início do estudo e após cinco anos. Como resultado, descobriram que os indivíduos que não passaram por nenhum tratamento apresentaram um leve envelhecimento no nível celular, com o comprimento de seus telômeros diminuindo 3%. Já os voluntários que adotaram mudanças abrangentes em seu estilo de vida rejuvenesceram — seus telômeros aumentaram, em média, 10%.

Além disso, o estudo mostrou que existe uma relação significativa entre o grau com que os indivíduos adotaram o novo estilo de vida e a alteração em seus telômeros: quanto mais os participantes assumiram os novos comportamentos, mais seus telômeros aumentaram de tamanho. Mostraram assim que essas mudanças podem, sim, reverter o envelhecimento das células. “Se confirmarmos esses resultados em estudos de grande escala, vamos ser capazes de provar que mudanças globais no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de uma grande variedade de doenças e mortalidade prematura”, diz Dean Ornish, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e autor do estudo.

Matéria revista Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/mudar-o-estilo-de-vida-pode-reverter-envelhecimento-celular

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